O nome dele é Vivaldo Bernardes de Almeida, o morfeu só. Poeta simpático, que está sempre de portas abertas para quem é um apreciador de poesias. ´Possui uma sensibilidade estraordinária, e sabe transmitir isto muito bem nos poemas que escreve.
Um poeta conteporaneo com características predominantes do romantismo e do Parnasianismo.
Escreveu os livros:
- Terezinha em versos
- Coroas poéticas
- Versos Diversos
- Coroas poéticas
SAUDADE
Traduz-se “saudade” como um sentimento,
uma sensação de dor e de grã tristeza,
por não nos ser possível voltar ao convívio
da pessoa querida, reviver momentos idos.
Assim, a saudade tem estágios doloridos,
do mal-estar fugaz ao choro sem alívio,
à melancolia de terrível profundeza,
trazendo noss’alma em extremo abatimento.
Saudade é dor da alma e fere o coração,
saudade não tem cor, tampouco dimensão,
contudo, é ferida que nunca mais se cura,
entrando no meu peito, saindo nos meus olhos
que por mais eu os seque, ainda mais os molho,
pois, mais o tempo passa a ferida mais dura.
uma sensação de dor e de grã tristeza,
por não nos ser possível voltar ao convívio
da pessoa querida, reviver momentos idos.
Assim, a saudade tem estágios doloridos,
do mal-estar fugaz ao choro sem alívio,
à melancolia de terrível profundeza,
trazendo noss’alma em extremo abatimento.
Saudade é dor da alma e fere o coração,
saudade não tem cor, tampouco dimensão,
contudo, é ferida que nunca mais se cura,
entrando no meu peito, saindo nos meus olhos
que por mais eu os seque, ainda mais os molho,
pois, mais o tempo passa a ferida mais dura.
ESPERANÇA
O que sinto no peito aqui guardado,
é o último trunfo com que conto
com carinho e amor mui bem velado,
na esperança de ver-te me apronto.
Dos tormentos de estar longe de ti,
só me resta agora a esperança
de te ver como um dia já te vi:
como eras e plena de pujança.
Só Deus sabe o tempo que inda nos resta,
pra de novo abraçar-nos como outrora,
esperando com ânsia a grande festa.
E enquanto esse dia não chegar,
não soar o relógio a justa hora,
só nos fica o infindo esperar.
é o último trunfo com que conto
com carinho e amor mui bem velado,
na esperança de ver-te me apronto.
Dos tormentos de estar longe de ti,
só me resta agora a esperança
de te ver como um dia já te vi:
como eras e plena de pujança.
Só Deus sabe o tempo que inda nos resta,
pra de novo abraçar-nos como outrora,
esperando com ânsia a grande festa.
E enquanto esse dia não chegar,
não soar o relógio a justa hora,
só nos fica o infindo esperar.
AMAR-TE MAIS
Amar-te mais já não me é possível
Pois tenho esgotadas as palavras
e o teu coração pulsa incompreensivel
aos pedidos do meu que escalavras
Pensa comigo e vem assim que te quero
do jeito que surgiste-me na vida
e o tempo que me deres eu te espero,
até teu coração me dar guarida.
Sufocam-me, contínuos, os soluços,
na espera interminável de tua alma,
e aos teus pés eu me lanço sem rebuços.
A ti eu dou amor imperecível;
Acode-me e traze-me a calma,
e amar-te mais, então será possível.
Vivaldo Bernardes
Pois tenho esgotadas as palavras
e o teu coração pulsa incompreensivel
aos pedidos do meu que escalavras
Pensa comigo e vem assim que te quero
do jeito que surgiste-me na vida
e o tempo que me deres eu te espero,
até teu coração me dar guarida.
Sufocam-me, contínuos, os soluços,
na espera interminável de tua alma,
e aos teus pés eu me lanço sem rebuços.
A ti eu dou amor imperecível;
Acode-me e traze-me a calma,
e amar-te mais, então será possível.
Vivaldo Bernardes
PERGUNTAS A UM POETA
Por que teu incontido estado de ansiedade,
na busca do soneto único e inimitável?
Não vês que a mesa é farta e o pão inesgotável?
Não sabes que o tempo é toda a eternidade?
Cantando a vida, vê-a a teu modo de vê-la,
e pensa logo, pois, que a tua sina é esta:
eterno sonhador, a mente sã e lesta,
navegas desta Terra à mais distante estrela.
Não penses nunca o fim: aceita o teu tormento.
Se disserem morar nas nuvens o teu leito,
de lá perto estarás da deusa Cor de Prata.
Vai e volta, viajor!.. a vasculhar o vento,
que a ti trará do Sol o soneto perfeito,
saciando de uma vez essa ânsia que maltrata.
na busca do soneto único e inimitável?
Não vês que a mesa é farta e o pão inesgotável?
Não sabes que o tempo é toda a eternidade?
Cantando a vida, vê-a a teu modo de vê-la,
e pensa logo, pois, que a tua sina é esta:
eterno sonhador, a mente sã e lesta,
navegas desta Terra à mais distante estrela.
Não penses nunca o fim: aceita o teu tormento.
Se disserem morar nas nuvens o teu leito,
de lá perto estarás da deusa Cor de Prata.
Vai e volta, viajor!.. a vasculhar o vento,
que a ti trará do Sol o soneto perfeito,
saciando de uma vez essa ânsia que maltrata.
ORGULHO
Quando o orgulho chegar, olhemos nossos pés
que ainda pisam a Terra humilde, de expiação,
e veremos que o pó que nos cobre as lorés
é o mesmo que suja os chinelos de irmão.
Nascidos da matéria imunda em em crosta densa,
somos todos do espaço imenso, navegantes,
do senhor ao vassalo e do bruto ao que pensa,
iguais no mesmo barco, em mar de ondas gigantes.
Assim o nosso orgulho, insensato e vazio,
não tem razão de ser. È ventania de estio
que varre da nossa alma a compreensão e o amor.
E, olhando outros pés feridos e descalços,
vemos a mesquinhez dos nossos deuses falsos
que ensinam os caminhos e a ascenção sem dor.
que ainda pisam a Terra humilde, de expiação,
e veremos que o pó que nos cobre as lorés
é o mesmo que suja os chinelos de irmão.
Nascidos da matéria imunda em em crosta densa,
somos todos do espaço imenso, navegantes,
do senhor ao vassalo e do bruto ao que pensa,
iguais no mesmo barco, em mar de ondas gigantes.
Assim o nosso orgulho, insensato e vazio,
não tem razão de ser. È ventania de estio
que varre da nossa alma a compreensão e o amor.
E, olhando outros pés feridos e descalços,
vemos a mesquinhez dos nossos deuses falsos
que ensinam os caminhos e a ascenção sem dor.
SEMENTES DO AMOR
Quem se confunde e ama os ouropés da hora
esquecendo o trabalho e sonhando na alfombra;
quem morto para o mundo está se vendo e chora,
desconfiando até de sua própria sombra;
Quem tudo abandonou, descrente dos valores
eternos e morais, herança de ancestrais,
mas apenas caminha e não sente os rigores
da estrada, ou avalia os climas outonais,
Se, contudo, inda olha o seu irmão demente
e, no âmago, sente a solidariedade
a lhes confidenciar: "ajude, tente e tente...",
ainda é o Senhor que possui a semente
da virtude e do amor, da fé e da verdade,
esperando o plantio, no coração carente.
esquecendo o trabalho e sonhando na alfombra;
quem morto para o mundo está se vendo e chora,
desconfiando até de sua própria sombra;
Quem tudo abandonou, descrente dos valores
eternos e morais, herança de ancestrais,
mas apenas caminha e não sente os rigores
da estrada, ou avalia os climas outonais,
Se, contudo, inda olha o seu irmão demente
e, no âmago, sente a solidariedade
a lhes confidenciar: "ajude, tente e tente...",
ainda é o Senhor que possui a semente
da virtude e do amor, da fé e da verdade,
esperando o plantio, no coração carente.
AMAR
Amar é sonhar acordado no dia,
é nunca esquecer um minuto sequer
o ente querido em tepo qualquer,
é ter alegria em perene agonia.
Amar é doar-se completo e total,
sem ver o retorno do bem que se faz,
calandro trombetas, silente e em paz,
deixando de lado da intriga o punhal.
Amar é deixar-se fugir enlevado
aos campos de flores de amenos odores,
às vezes d'espinhos agudos eivados.
Amar é sentir não sei quê de carinho,
ornados de amores, insento de odores,
vontade agradável d'estar bem juntinho.
Vivaldo Bernardes
é nunca esquecer um minuto sequer
o ente querido em tepo qualquer,
é ter alegria em perene agonia.
Amar é doar-se completo e total,
sem ver o retorno do bem que se faz,
calandro trombetas, silente e em paz,
deixando de lado da intriga o punhal.
Amar é deixar-se fugir enlevado
aos campos de flores de amenos odores,
às vezes d'espinhos agudos eivados.
Amar é sentir não sei quê de carinho,
ornados de amores, insento de odores,
vontade agradável d'estar bem juntinho.
Vivaldo Bernardes
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